Revista Atribui a Lula o “Milagre Econômico”

26/11/2009

Artigo destaca reformas e projetos de infraestrutura, além da exploração de vastas reservas de petróleo Foto: Reuters

Publicação alemã afirma que o presidente tem bons motivos para “estourar de autoconfiança”

Um artigo publicado ontem pela revista “Der Spiegel”, da Alemanha, afirma que o Brasil é visto como uma história de sucesso econômico e o povo reverencia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com o título “Pai dos Pobres provocou milagre econômico no Brasil”, o artigo diz que Lula está em uma missão para tornar o País uma das cinco maiores economias mundiais através de reformas, projetos gigantescos de infraestrutura e explorando vastas reservas de petróleo.

O texto relata ainda a espera de Elizete Piauí pelo presidente em Barra, uma pequena cidade do sertão do Nordeste do Brasil. “Ele ainda é um de nós”, diz ela, “porque ele é o pai dos pobres”.

De acordo com o artigo, o Brasil já foi chamado de “Belíndia”, termo cunhado por um empresário que via o país como um cruzamento de Bélgica e Índia, local de riqueza europeia e pobreza asiática, onde a diferença entre ricos e pobres parecia intransponível.

Lula foi o primeiro a construir uma ponte entre esses dois “Brasis”, diz o texto. Agora ele é tanto o queridinho dos banqueiros quanto o ídolo dos pobres. Com o chamado presidente operário à frente, o Brasil atrai investidores do mundo todo.

O artigo informa ainda que o presidente Lula tem bons motivos para “estourar de autoconfiança”. Os presidentes americano, Barack Obama, e francês, Nicolas Sarkozy, o cortejam, enquanto “Wall Street” praticamente o idolatra. Ele é até mesmo objeto de um filme, “Lula, o Filho do Brasil”.

De acordo com o texto, o Brasil celebra a fama do presidente que, menos de sete anos após assumir o cargo, desfruta de uma taxa de aprovação de 80%. A oposição por pouco não desapareceu e o Congresso se tornou submisso. Lula conduz o país como um patriarca, tanto que seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, já o acusa de “autoritarismo” e alerta que o Brasil está no caminho do capitalismo de Estado.

Sob sua liderança, diz o artigo, milhões de brasileiros se juntaram à classe média. A prova da ascensão social está em toda parte: nos shopping centers do Rio e de São Paulo, lotados com famílias dos subúrbios, ou em aeroportos, onde jovens mães aguardam no balcão de check-in, esperando para entrarem em um avião pela primeira vez em suas vidas. “A falha entre ricos e pobres está começando a se fechar”, disse o economista Ricardo Paes de Barros.

O texto afirma ainda que a chave para o que é provavelmente a maior redistribuição de riqueza na história do Brasil é o programa social Bolsa Família, pelo qual qualquer mãe passando necessidade que puder provar que seus filhos vão à escola recebe até R$ 200 por mês do governo. Pode não parecer muito à primeira vista, mas esse subsídio do governo ajuda milhões de pessoas a sobreviver no Nordeste do Brasil.

Na semana passada, a revista britânica “The Economist” publicou uma matéria que afirma que o Brasil pode ser a quinta economia do mundo na próxima década. Segundo o editor da revista, Michael Reid, o Brasil “está começando a se comportar como um país sério”.

“O crescimento brasileiro, ao contrário do venezuelano, se baseia mais no investimento privado do que no gasto público. Diferentemente da Argentina, o Brasil não está permitindo que a inflação ponha em risco a estabilidade econômica”, diz Reid.

“GRANDE NAÇÃO”
Chávez diz que Brasil deixou de ser “subimpério”

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou ontem, em Caracas, que o Brasil deixou de ser “uma espécie de subimpério ajoelhado ao império ianque” depois da chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao poder.

A afirmação de Chávez foi feita no palácio presidencial de Miraflores, durante visita do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que passou pelo Brasil na segunda-feira e foi recebido ontem pelo governante da Venezuela. “O Brasil não é mais o que era, uma espécie de subimpério ajoelhado ao império ianque, até que chegou Lula, o companheiro, impulsionado pelos trabalhadores, pelos camponeses, pelos jovens, pelo povo deste grande nação que é Brasil”, disse Chávez.

Em seu discurso, Ahmadinejad demonstrou satisfação por estar com seu “irmão muito valente, o presidente Chávez, um irmão que está resistindo como uma montanha às pressões do imperialismo e do colonialismo”, e disse seus países “ficarão juntos até o fim”.

(Diário do Nordeste)

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